quarta-feira, dezembro 17

PORGY & BESS


Ontem fui ver o Porgy & Bess ao CCB. Como sabem, é um dos expoentes máximos da obra de George Gershwin, o mais importante (ou pelo menos, um dos) compositor americano do século XX. E foi assim que ontem cheguei a uma conclusão: não gosto de ópera. Eu adoro Gershwin, mas eu chego à obra de Gershwin não a partir da música clássica ou da ópera, mas do jazz. Claro, pois Gershwin foi deveras influenciado pelo jazz, pela sua linguagem, e muitas das suas composições viraram standards. Devo confessar que não conhecia a história, nunca tinha visto a ópera, apenas conhecendo algumas interpretações dos temas, as de Louis Armstrong e Ella Fitzgerald, as de Miles Davis e Gil Evans e as de Paolo Fresu (este link dá para um texto escrito por mim sobre esse disco) entre muitas outras. É uma ópera. Uma ópera, não gosto da maneira como os cantores de ópera cantam. Eu gosto de Gershwin, mas é mais da parte instrumental da obra dele, por isso gostei dos arranjos, que julgo serem os originais, mas é claro que prefiro os de Gil Evans, mas achei aquilo um bocado chato. O meu pai contou-me que tinha visto a mesma ópera há uns tempos no Pav. Atlântico, com um coro, que dava muito mais poder à interpretação. Foi giro ver o baterista, de formação clássica, a tentar fazer swing ("Look! It's trying to swing!"). E mais não escrevo porque não estou com paciência para fazê-lo, e mesmo tudo aquilo que escrevi deve estar cheio de erros.