terça-feira, janeiro 18

QUESTÃO ASSAZ INTERESSANTE


Após o visionamento de uma repetição do programa "Cabaret da Coxa" na SIC Radical, onde um jovem vestido como Elvis Presley interpretou "20 anos", um grande clássico de José Cid, surge uma questão: até que ponto é legítimo mexer na obra do Mestre? Por um lado será bom ressuscitar a obra do Mestre, rejuvenescer as canções que fizeram muitas vidas, mas será que é a melhor opção? Não serão as gravações originais do Mestre as melhores? Não será redundância gravar as canções do Mestre outra vez?
O Mestre, como o nome indica, é sinónimo de perfeição. Nada de mau sai quando este se posiciona em frente a um microfone. Mas, por outro lado, José Cid é a mãe do rock português. Um dos grandes nomes do rock'n'roll em todo o mundo é Elvis Presley. Só faz sentido alguém vestido de Elvis Presley interpretar clássicos da mãe do rock português, ou não?
Ainda assim, há que relembrar as palavras de Chuck D, dos Public Enemy, no grande êxito de 1989 "Fight the Power": "Elvis was a hero to most but he never meant shit to me, you see, straight up racist that sucker was, simple and plain, motherfuck him and John Wayne". Este tema aparecia no final de "Do The Right Thing", o filme de Spike Lee, e chocou todos aqueles que o ouviram. Será que o jovem, cujo nome não apanhei, tentou chocar alguém? Será que, utilizando referências da cultura pop, o jovem tentou marcar uma posição? Qual seria a sua intenção?
Podemos nunca vir a saber, nem sequer conseguir encontra uma resposta correcta e objectiva para esta questão, mas uma coisa é certa: a juventude que se revê na obra do Mestre não tem preço. Estes jovens que rejuvenescem as canções, aquelas grandes canções, canções que marcaram vidas, que ficarão para sempre, devem ser recompensados. Falo de nomes como Fat Freddy, Fuse, entre muitos outros, nomes que reconhecem o contributo de José Cid para o nosso país. Artistas que sabem reconhecer outros artistas. Aprendizes do grande. Do Mestre. Do incomparável.
José Cid fica para sempre. E qual é o mal de, de vez em quando, haver alguém a pegar nas suas magníficas canções, portentos de composição lírica e musical, e a dar-lhes uma nova volta? Não é questionar o Mestre, é antes homenageá-lo. Qualquer que seja a opinião de quem lê estas linhas, o que interessa é que reflectir sobre o tema. Espero que estas linhas possibilitem isso.



4 Comments:

At 1:12 da tarde, Blogger Mafalda Azevedo said...

Concordo inteiramente com a questão levantada mas devo acrescentar que o número Cid-Elvis foi das coisas mais hilariantes que tenho visto nos últimos tempos. Viva o Mestre e Vivam todos aqueles que lhe prestarem tributo!

 
At 6:02 da tarde, Blogger Lindo e Modesto said...

Se há coisa a referir é sem dúvida a excelente prestação desse vanguardista.
Quanto á questão base deste teu post rodrigo, concordo plenamente que deve ser dado o devido valor a estes preciosos jovens que espalham a palavra do Mestre.
É dificil aceitar a ideia, mas um dia o Mestre irá deixar-nos... contudo o tributo será feito através dessa tal "nova guarda" que não deixará esquecer jamais o grande senhor que é José Cid.

"Mais de metade da população portuguesa conhece no mínimo 40 canções minhas" José Cid, 2003

 
At 4:35 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Há aqui coisas a esclarecer.Tive a falar com o Zé sobre tudo o que aqui está escrito, e agora quer saber:
- Se estes textos são alguma brincadeira sobre a pessoa dele. Se são ironias sardónicas, são de mau gosto.
- Se tu és o M.L.Goucha,mas com pseudónimo, pois na foto pareces mesmo ele. Se és, ele vai-te ligar estes dias para o telemóvel, para apurar onde queres chegar com estes textos.

 
At 11:43 da tarde, Anonymous Anónimo said...

já te deixavas dessa pinta de puto estúpido que só diz merda porque quer fazer figura de parvinho.
não és inteligente, escreves mal como tudo (conferir a admissão ao ClixMúsica), não tens a mínima piada e toda a tua falta de talento é perfeitamente natural. foi assim que nasceste.

viva o elvis abaixo os espertalhões com pinta de putos estúpidos.

 

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