terça-feira, julho 26

O MESTRE


Hoje, a propósito do Festival Vilar de Mouros, as pessoas simpáticas do Blitz publicaram uma fotografia do Mestre. É da edição do festival de 1971, e o Mestre, que lá tinha ido com o Quarteto 1111, está em tronco nu, a tomar banho no rio. Aposto que foi uma noite memorável. O Quarteto era o cabeça-de-cartaz nacional e actuava junto a nomes pequenos, como Elton John (o "José Cid inglês", como os tablóides gostam de lhe chamar). Os temas tocados pelo Quarteto foram na sua maioria versões de conjuntos da moda (José Cid ainda não tinha sido mordido pelo bicho do rock progressivo), nomes como Eric Clapton, Crosby, Stills, Nash & Young puderam ouvir-se no concerto, que não teve mais temas originais por causa da censura.
É uma edição memorável do Blitz porque o Blitz não costuma publicar fotografias do Mestre. Todos os fãs dele deviam comprá-la, já que é a melhor edição de sempre, tudo por conter esta magnífica fotografia:

José Cid no mar

Reparem na pose de macho, de King Kong, de Mestre.

E lembrem-se, meus filhos, tudo porque isto é um blog sobre música, que o melhor disco de guitarras do ano foi encontrado (há já muito tempo, é certo, mas eu sou preguiçoso, o que é que se há-de fazer?):

Jaga Jazzist - What we Must

Para confirmar um dia destes no Jazz em Agosto na Gulbenkian. What We Must é o melhor disco de guitarras do ano e é talvez o melhor dos Jaga (Jazzist). Acho que não é preciso dizer mais nada, nem utilizar termos como "quente" e contrastá-los com o rio norueguês.