domingo, novembro 27

OUTFEST+OXIGÉNIO À SOLTA


Antes da festa da Oxigénio no Sabotage fui ao Outfest no Barreiro. Atravessar o rio para ir ao Barreiro é das experiências melhores do mundo, porque sabes sempre que do outro lado, lá no fim, está o Barreiro. Depois de uns tempos à procura do raio dos Ferroviários, que afinal era um sítio cheio de velhos do Barreiro (com óculos fundo-de-garrafa a dizer "isto é música para marcianos!") com um pavilhão gimno-desportivo que tinha espaldares e tudo, os One Might Add, que estavam marcados para as 10 da noite (tinha, ao sair de casa, perdido o autocarro, chegado a Belém a pé e perdido o eléctrico onde estavam uns amigos, depois chegado à Praça do Comércio e perdido o barco, etc.), ainda não tinham começado. Fala-se com a malta, com o Ruben e o Alberto, que são os One Might Add, e de repente eles são puxados para cima do palco. O Betão anda com mad skillz on da turntable, como se diria em inglês e num registo do hip-hop, mas os One Might Add são os Black Dice portugueses. E pronto e não é só por serem meus amigos (ou talvez seja). Depois tive de me ir embora e ainda ia perdendo o barco para voltar e, a pensar que ia chegar atrasado à festa da Oxigénio, não cheguei a dar um saltinho ao Lounge para ver o Camarão tocar. Por falar nisso, tenho de ouvir o disco dele. A reportagem sobre a festa com Whomadewho, Jackson and His Computer Band, Jamie Lidell, o bigode do guitarrista de Whomadewho e a digi-soul de Jackson Fourgeaud segue dentro de momentos no sítio do costume se bem que já tenha escrito sobre a soul digital para o novo milénio (via Warp) de Smash e Multiply da banda computorizada e do Lidell, respectivamente. É só seguir o link (porque eu gosto de fazer estes bonecos, como puderam ver aqui):

Soul digital para o novo milénio

EDIT de madrugrada: já está online aqui.